Quem somos nos ?
Por que fazer ?
Tendo como presidente Annie Couëdel, professora de Paris 8, um conjunto de universitários, de estudantes, de antigos alunos de Paris 8, de amigos e correspondentes que vivem em diferentes países, de nacionalidades diversas, decidiram fundar esta associação. Mais que por ações humanitárias ou políticas, interessamo-nos pela diversidade cultural, pretendemos mostrá-la, possibilitando trocas entre mundos que não se conhecem. Assim, ampliamos ainda mais as ações que desenvolvemos na universidade, de onde a maioria de todos nós é procedente.
Como ? Não há uma linha política. No momento, uns projetos provêm de estudantes ou de antigos estudantes, outros vêm de outros países nos quais reconhecemos nossas ambições: no Chile, onde uma filial de L´AMAP está em proceso de criação e na Grécia onde L´AMAP já existe. Nestes países estes projetos irão provavelmente favorecer a criação de uma associação com os mesmos objetivos. Há contatos na Colômbia, na Argentina, no Togo, na Bulgária, no Brasil. Nesta rede que se cria, as iniciativas são esperadas e respeitadas. Sabemos que somente elas poderão nos levar a um verdadeiro encontro multicultural : mais encontros que programas.
Os debates que acontecem sobre os objetivos prioritários da associação nos levam a propor três direções que visam mais ao longo prazo que ao acontecimento ou à experiência imediata :
- Uma ação visando à criação de bibliotecas onde o livro é de difícil acesso, onde haja uma distância entre línguas usuais e línguas de comunicação internacional, ou mesmo onde o interesse pela leitura seja muitas vezes ausente. O que de melhor podemos fazer para que as culturas se encontrem ? Desde que a escola cuide da biblioteca da comunidade, do vilarejo ou do bairro ; que educadores populares, sábios ou autoridades locais, etc . se ocupem da alfabetização, que a biblioteca não seja vivida como um corpo estranho.
- Uma segunda direção, fundamental na nossa ação, é o registro audiovisual – aproveitemo-nos das técnicas atuais, de tudo o que possa acontecer nos encontros interculturais. Não se trata de resguardar unicamente os costumes, os rituais, os instrumentos e artes que correm o risco de desaparecer. Mas também, filmar, registrar o que se passa em tal situação, em tal momento com tais pessoas, que embora sejam representantes de costumes milenares são nossos contemporâneos. Num moinho de vento, podemos estabelecer ligações via internet.
Uma dupla cultura: é o caso de um grande número de estudantes que estão na L´AMAP ou dela são próximos. Trata-se de uma situação similar, por exemplo, à dos filhos de descendentes de imigrantes japoneses no Brasil ou no Peru, cujos pais retornaram ao Japão. Uma relação, digamos, fora – dentro acontece, analisadora das relações entre cultura de origem e cultura do país onde se vive. Sem dúvida, o choque do estrangeiro pode ser mais nítido para os estudantes chineses ou kabyles do que para os estudantes belgas ou alemães no seu com-viver na universidade francesa. Outra questão que merece reflexão: o que acontece com os estudantes franceses de origem colonial, que vivem alternativamente no meio familiar e no meio universitário ou escolar?
Nas origens deste empreendimento encontramos : o CIVD - Centro intercultural de Vincennes em Saint-Denis - que continua sua ação na universidade Paris 8 e no resto do mundo ; o presidente atual (2005) do CIVD, Assane Diakhaté que faz parte do conselho de administração de L´AMAP ; a sra. Francine Demichel, antiga presidente de Paris 8, mas também antiga diretora de ensino superior na França e que também faz parte do conselho de administração (CA) de L´AMAP; Daniel Sandoval, criador de associações e estudos cinematográficos no Chile, a quem pertence a idéia desta associação ; ao lado destes, professores ainda em atividade ou não, dos quais um, Guy Berger, preside a A.F.I.R.S.E. - association des chercheurs de sciences de l'éducation, associação de pesquisadores de ciências da educação e antigos estudantes de Paris 8 ou não que se juntaram à L´AMAP.